terça-feira , 25 setembro 2018

Horário de verão traz poucos benefícios para setor elétrico, diz Aneel

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse nesta sexta-feira que o horário de verão traz atualmente poucos benefícios para o setor elétrico e, por essa perspectiva, seu acionamento não se justificaria. Rufino participa de sessão especial do Fórum Nacional, realizado no Centro do Rio.
Segundo ele, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) — integrado pelo Ministério de Minas e Energia, Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e  Biocombustíveis (ANP) e Aneel — realizou avaliações e concluiu que houve perda de efetividade do horário de verão para a economia com o despacho de térmicas. Rufino explicou que o horário de pico de consumo no Brasil se deslocou do começo da noite para o início da tarde. “Esse horário de pico foi um pouco descaracterizado. Perdeu-se essa característica mais forte, com o consumo espalhado por outros horários. Então, você não precisa acionar térmicas mais cara no horário de pico”, disse o diretor-geral da Aneel. Ele disse ainda que a implantação do horário de verão, que é feito por decreto, será avaliado pelo governo federal pela ótica de outros setores, como da indústria e do turismo.

Bandeira Rufino reafirmou que as contas de luz do consumidor devem passar para bandeira vermelha em outubro, possivelmente no patamar dois. Segundo ele, essa seria a tendência pelo atual cenário, baseado num regime hidrológico desfavorável e despacho de energia de usinas térmicas cada vez mais caras. “O que podemos falar agora é de tendência.

A bandeira está vinculada ao CMO (custo marginal de operação), que é muito dependente de regime hidrológico, e a previsão de chuva. A tendência é que estamos com um regime hidrológico muito desfavorável, com chuvas atrasadas. A tendência é despachar térmicas mais caras”, disse ele. “Mas só saberemos na semana que vem”. A conta de luz está atualmente com bandeira amarela, o que significa um acréscimo na tarifa de energia elétrica de R$ 2,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Ao subir para a bandeira vermelha em patamar um, esse acréscimo vai a R$ 3,00 por 100 kWh. Se chegar efetivamente ao patamar dois, que seria a tendência, o acréscimo nas contas é ainda maior: R$ 3,50 a cada 100 kW consumidos.

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