sábado , 18 agosto 2018

Epidemiologia faz alerta na Semana de Combate à Hanseníase

O Departamento de Epidemiologia da secretaria de Saúde do Município de Mandaguari, está divulgando informações importantes sobre a Semana e o Dia Mundial de combate à Hanseníase, celebrado no último domingo do mês de janeiro, dia 28 próximo.
Segue alguns questionamento para que as pessoas sejam esclarecidas e tirem dúvidas sobre a doença:

1 – O que é hanseníase?

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae, que infecta os nervos periféricos e pele. Se não tratada na forma inicial, a doença quase sempre evolui, torna-se transmissível e pode atingir pessoas de qualquer sexo ou idade, inclusive crianças e idosos. Essa evolução ocorre, em geral, de forma lenta e progressiva, podendo levar a incapacidades físicas.

Os pacientes diagnosticados com hanseníase têm direito a tratamento gratuito com a poliquimioterapia (PQT-OMS). O tratamento interrompe a transmissão em poucos dias e cura a doença.

2 – Como se transmite a hanseníase? Como se pega hanseníase?

A hanseníase é transmitida por meio de contato próximo e prolongado de uma pessoa suscetível com um doente com hanseníase que não está sendo tratado. Normalmente, a fonte da doença é um parente próximo que não sabe que está doente, como avós, pais, irmãos, cônjuges, etc. A bactéria é transmitida pelas vias respiratórias (pelo ar), e não pelos objetos utilizados pelo paciente.

3 – Quadro clínico e diagnóstico (quando pensar em hanseníase?)

Os principais sinais e sintomas da hanseníase são:

  • Áreas da pele, ou manchas esbranquiçadas, acastanhadas ou avermelhadas, com alterações de sensibilidade ao calor e/ou dolorosa, e/ou ao tato;
  • Formigamentos, choques e câimbras nos braços e pernas, que evoluem para dormência – a pessoa se queima ou se machuca sem perceber;
  • Pápulas, tubérculos e nódulos (caroços), normalmente sem sintomas;
  • Diminuição ou queda de pelos, localizada ou difusa, especialmente nas sobrancelhas;
  • Pele infiltrada (avermelhada), com diminuição ou ausência de suor no local.

4 – Tratamento

O tratamento é gratuito e fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Varia de seis meses a um ano conforme a forma da doença, podendo ser prorrogado ou feita a substituição da medicação em casos especiais. O tratamento é eficaz e cura. Após a primeira dose da medicação não há mais risco de transmissão durante o tratamento e o paciente pode conviver em meio à sociedade.

5 Prevenção

Hábitos saudáveis, alimentação adequada, evitar o álcool e praticar atividade física associada a condições de higiene, contribuem para dificultar o adoecimento pela Hanseníase.  A melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, assim como o exame clínico e a indicação de vacina BCG para melhorar a resposta imunológica dos contatos do paciente. Desta forma, a cadeia de transmissão da doença pode ser interrompida.

Por causa da falta de informações, os portadores da hanseníase ainda sofrem com o preconceito e, muitas vezes, acabam deixando de buscar o tratamento necessário.

Se você tem ou conhece alguém que possui sintomas parecidos com o da hanseníase, consulte seu médico o mais rápido possível, procure o Posto de saúde mais próximo!

Assessoria de Imprensa - Prefeitura Municipal de Mandaguari

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