sábado , 23 março 2019
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Descarte irregular de seringas colocam em risco saúde de coletores de lixo

Esta semana mais um colaborador da empresa responsável pela coleta de lixo doméstico em Mandaguari, sofreu acidente dom seringa descartável. De acordo com dirigente da empresa, um caso é registrado e a cada semana em diversas regiões da cidade.

O descarte inadequado de Resíduos de Serviços de Saúde (RSS) no lixo comum pode trazer consequências graves para a saúde de quem trabalha diretamente com a coleta do lixo urbano, como os lixeiros e catadores. O risco é maior quando se considera que, além dos hospitais, outros estabelecimentos podem ser fontes geradoras deste tipo de resíduo, tais como os estúdios de tatuagem, distribuidores de produtos farmacêuticos, clínicas de acupuntura. Até mesmo um ambiente doméstico pode gerar lixo que não deve ser considerado comum, como as agulhas e seringas.

Muitos portadores de diabetes fazem o uso de medicamentos injetáveis e monitoramento da glicemia em casa, gerando resíduos perfurocortantes, biológicos e químicos, que não devem ser descartados nos sacos de lixo comum. Uma alternativa seria armazenar em embalagens rígidas, como por exemplo, garrafas pets e levar ao Posto de Saúde do seu bairro, para a devida destinação. A legislação para o manejo de agulhas e seringas em domicilio, é a mesma da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), dos estabelecimentos de atendimento à saúde humana e animal.

É necessário que os estabelecimentos também fiquem atentos na hora da coleta interna e externa de seus resíduos de serviços de saúde. Algumas empresas acabam deixando que seus detritos sejam coletados pelos caminhões tradicionais da companhia de lixo urbano junto ao lixo comum. O ideal é que os estabelecimentos contratem um serviço especial de coleta destinado a estes tipos de resíduo, evitando que eles sejam descartados como lixo comum e acabem prejudicando a saúde de trabalhadores, que estão sujeitos à contaminação por doenças como a hepatite e AIDS. “É corriqueiro encontrar seringas e agulhas descartadas como lixo comum, quando na verdade devem ser tratados como lixo hospitalar. Isto é um perigo para a saúde pública. Coletores de lixo e catadores de aterros sanitários, por exemplo, podem se ferir com algum objeto perfurocortantes. Trata-se de um inimigo invisível e silencioso”, alerta Marcos Luiz Rodrigues, dirigente da empresa responsável pela coleta de lixo doméstico em Mandaguari.

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