quarta-feira , 30 setembro 2020
Home / Destaque / Ensino fundamental de Mandaguari é reconhecido pelo Instituto Rui Barbosa

Ensino fundamental de Mandaguari é reconhecido pelo Instituto Rui Barbosa

Mandaguari está entre os 22 municípios do Paraná que receberam o selo Bom Percurso do projeto Educação que Faz a Diferença, iniciativa do Comitê Técnico da Educação do Instituto Rui Barbosa e da entidade Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), que levantou dados ao longo de 2019 para avaliar a qualidade do ensino
fundamental oferecido pelos municípios brasileiros. A notícia está no site do Tribunal de Contas do Paraná que parabeniza os municípios paranaenses por levar o Estado no segundo lugar do ranking de estados com mais redes reconhecidas no estudo, ficando atrás apenas de São Paulo.

Receberam o selo os seguintes municípios: Apucarana, Arapoti, Assis Chateaubriand, Astorga, Castro, Foz do Iguaçu, Jaguariaíva, Jandaia do Sul, Loanda, Mallet, Mandaguari, Marmeleiro, Medianeira, Paranavaí, Pato Branco, Rebouças, Rio Negro, Rolândia, Sengés, Terra Boa, Turvo e Ubiratã. “Para nós é uma imensa alegria estar nesse seleto quadro de municípios que fazem a diferença na educação pública. Temos trabalho duro, com afianço, competência e muita vontade de transformar a vida dos alunos de Mandaguari. Esse reconhecimento é para todos os servidores da Secretaria de Educação, sem exceção, e ao prefeito Romualdo Batista que tem um olhar especial por essa pasta tão importante. Obrigada”, diz orgulhosa a secretária de Educação, Adenise Batista.

Metodologia

A pesquisa de campo que fundamentou o estudo, que contou com o apoio da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon) e do Conselho Nacional dos Presidentes dos Tribunais de Contas (CNPTC), foi
realizada por 65 técnicos de 28 tribunais de contas – sendo dois deles servidores do TCE-PR – em 116 escolas de 69 redes municipais de ensino de todo o país.

Foram consideradas elegíveis todas as redes com pelo menos cinco escolas de ensino fundamental e, no mínimo, 150 alunos matriculados.

Os indicadores analisados consistiram no nível de aprendizado dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática, conforme o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2017; no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) atual e sua evolução desde 2005; na taxa de aprovação, de acordo com o Censo Escolar de 2018; na
taxa de atendimento de crianças de até três anos de idade na educação infantil; e no total de alunos por turma desta modalidade de ensino.

Com isso, almejou-se identificar redes que buscam garantir a aprendizagem da maioria dos alunos; esforçam-se para reduzir as desigualdades e não deixar ninguém para trás; trabalham para que todos os jovens fiquem na escola; demonstram avanços consistentes na aprendizagem das crianças ao longo dos anos; e apresentam Ideb acima do
esperado dado o nível socioeconômico dos estudantes.

Resultados

De acordo com o relatório final do estudo, 104 municípios receberam o selo Bom Percurso; 12 receberam o selo Destaque Estadual (concedido apenas em estados que não tiveram pelo menos duas redes habilitadas a receber o selo Bom Percurso); e apenas dois foram agraciados com o selo Excelência, que contou com os critérios mais rigorosos: Jales (SP) e Sobral (CE).

Segundo o mesmo documento, todas as 118 redes municipais de ensino reconhecidas contam com as seguintes boas práticas: utilização de sistemas de gestão e de acompanhamento dos estudantes; suporte constante por parte das secretarias de Educação, com visitas frequentes às escolas; monitoramento contínuo da aprendizagem dos alunos; investimento na gestão escolar, com incentivo ao protagonismo das escolas; oferta constante e diversificada de formação continuada aos educadores; e cultura de observação de aulas, com devolutivas construtivas.

Conforme o presidente do Comitê Técnico da Educação do IRB, conselheiro Cezar Miola (TCE-RS), o objetivo do projeto Educação que Faz a Diferença é apresentar iniciativas comuns que possam servir de inspiração para
outras redes. “Não basta o investimento de recursos, o treinamento de professores e a adoção de ações para motivar as famílias. Também precisamos de processos de gestão capazes de dar oportunidade, talvez a única, a milhões de brasileiros de mudar a sua realidade por meio da educação”, afirma ele.

(fonte: site TCE-PR)

Veja Também

Furto em Zona Rural de Mandaguari

Solicitante informa que na presente data foi avisada pelo seu funcionário o qual informava que ...