quarta-feira , 27 janeiro 2021
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Mandaguari está entre as cidades que o Gaeco cumpre mais de 60 mandados contra fraude em licitações que causou prejuízo de R$ 10 milhões

Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), pelo menos 69 prefeituras do Paraná, Santa Catarina e São Paulo foram alvos dos criminosos.

Equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumprem uma operação, na manhã desta quinta-feira (3), contra fraude em licitações em 16 cidades do Paraná, na região norte, e uma em São Paulo.

As investigações duraram aproximadamente um ano e apontam que o esquema teria desviado R$ 10 milhões dos cofres públicos, segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), e que pelo menos 69 prefeituras do Paraná, Santa Catarina e São Paulo foram alvo dos criminosos.

O Gaeco informou que pelo menos 185 pregões presenciais foram fraudados no período da investigação.

A ação foi batizada de Pasteiros e cumpre 62 mandados de busca e apreensão em residências e empresas dos investigados nas seguintes cidades:

  • Santo Antônio da Platina
  • Jacarezinho
  • Curiúva
  • São João do Ivaí
  • Andirá
  • Maringá
  • Jandaia do Sul
  • Mandaguari
  • São Sebastião da Amoreira
  • Astorga
  • Cornélio Procópio
  • Assaí
  • Arapongas
  • Cambé
  • Ibiporã
  • Londrina

Em São Paulo, a ordem judicial está sendo cumprida em Fartura.

Durante o cumprimento de um dos mandados de busca, os agentes apreenderam R$ 27.943 em dinheiro vivo.

Dinheiro foi apreendido durante mandado de busca e apreensão na operação do Gaeco — Foto: Divulgação/MP-PR

Dinheiro foi apreendido durante mandado de busca e apreensão na operação do Gaeco — Foto: Divulgação/MP-PR

Durante o período, foi identificado um grupo de empresários que teria se unido para fraudar licitações realizadas pelos municípios, focados especialmente nos certames na modalidade de pregão presencial, ainda conforme as investigações.

Como funcionava o esquema

O grupo criminoso, segundo o Gaeco, atuava da seguinte forma: os empresários ou representantes das empresas que participavam das licitações reuniam-se antes do julgamento das propostas e decidiam quais empresas seriam as vencedoras das licitações promovidas pelos municípios.

Na sequência, a “acerto” entre os empresários consistia na divisão, entre os interessados, dos lotes dos produtos licitados ou no pagamento de determinada quantia para que os concorrentes renunciassem à disputa.

A prática permitia que os responsáveis pelo esquema vencessem as licitações sem qualquer concorrência, ainda conforme as investigações, para arrematar os lotes dos produtos em valores muito próximos ao máximo previsto no edital, causando prejuízo aos cofres públicos.

O Gaeco informou que pelo menos 293 pessoas teriam participado das fraudes. Entre eles estão empresários, representantes e funcionários das empresas envolvidas.

Por G1 PR e RPC Londrina

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