DESTAQUES DO DIA MANDAGUARÍ

Vereadores são impedidos de participar de reunião da comissão da Covid-19, em Mandaguari, coordenadora esclarece

Quatro vereadores de Mandaguari disseram a reportagem do Dia a Dia que foram impedidos de participar da reunião da Comissão de Enfrentamento à Covid19 de Mandaguari, na tarde desta quarta-feira (03). Mesmo usando a sede do Poder Legislativo, a secretária de Saúde, Ana Caroline Carnelossi, não permitiu que os parlamentares Alécio do Cartório (PSD), Eron Barbiero (PSB), Claudete Velasco (PSC) e Marcio Cledson (Cidadania) acompanhassem a reunião.

A Câmara cede o espaço para a realização das reuniões, que ocorrem periodicamente. Além disso, a Casa de Leis tem oferecido todo o apoio necessário na definição de caminhos para o município durante a pandemia. Apesar disso, não foi permitido que os vereadores permanecessem no local, sob o argumento de que não são titulares do grupo. Apenas o vereador Professor Danilo (PDT) pôde participar da reunião, por ser titular na comissão.

“Enquanto representantes da população, estamos preocupados em defender os interesses de diferentes grupos. Por isso, queríamos acompanhar a tomada de decisões, porque elas afetam a todos”, comentou o vereador presidente Alécio, lamentando pelo impedimento. “É vergonhosa e lamentável essa atitude por parte da secretária. Ela impediu que nós acompanhássemos e fiscalizássemos os trabalhos da comissão”, disse o vice-presidente Eron.

Já o vereador Marcio disse ter se sentido desrespeitado: “Além de ser a Casa do Povo, a Câmara é o nosso lugar de atuação. E, mesmo assim, não nos deixaram desempenhar nosso papel de representantes dos mandaguarienses”. “A gente sabe que não dá para todas as pessoas participarem das discussões, por causa das restrições do momento. Então, estávamos na reunião para representar a população em um momento de decisões importantes”, contou a vereadora Claudete.

Coordenadora da Comissão fez um esclarecimento em sua rede social

Considerando que estão havendo inúmeras manifestações que não expressam de forma devida realidade dos fatos, venho prestar o seguinte esclarecimento:

A COMISSÃO COVID é um órgão colegiado, deliberativo composto por uma mesa diretiva e membros representantes da sociedade civil, poder executivo, legislativo e demais organismos sociais de forma paritária, com titulares e suplentes, conforme descreve o Decreto Municipal n.077/2021.
Cumpre informar preliminarmente que no momento de constituição do corpo representativo da comissão, o poder legislativo foi devidamente chamado, via ofício, a manifestar quem seriam os seus representantes na comissão. E assim foi feito, sendo indicados os vereadores Danilo Sabino como Titular e Eron Barbieiro como suplente.
Devido a amargas experiências já vivenciadas pela comissão, decidiu -se por comum acordo entre os membros desta para que o espaço de reunião fosse restringido apenas aos titulares, e na ausência destes por seus suplentes, conforme preconiza o Decreto Municipal.
Deste modo, em respeito a decisão tomada pela própria comissão, cumpri meu papel de solicitar para que todos os que não compunham o corpo de titularidade se retirassem do ambiente, sem exceções, ficando apenas os que de fato poderiam ter voz e voto, compreendo o teor de extrema importância dos assuntos a serem decididos que impactarao diretamente nas vidas de todos os cidadãos Mandaguarienses.
É meu papel enquanto coordenadora da comissão zelar pelo fiel cumprimento das decisões, conforme estipula o regimento interno.
Muito me causa a estranheza perceber a contestação da execução de meu papel enquanto gestora, quando estou em fiel cumprimento de meus deveres legais, e ainda , me gera total estranhamento constatar que membros do poder legislativo que tem por obrigação cumprir e fazer cumprir o que determinam os instrumentos normativos municipais, como leis, decretos e congêneres, estarem questionando o teor do Decreto que constitui a comissão.
Penso que o momento além de exigir o bom senso, a empatia, a compreensão e solidariedade a nós profissionais e gestores públicos, que estão trabalhando por 12 A 16 horas diárias no enfrentamento à está terrível pandemia, também deva ser de convite a reflexão acerca da coerência de determinados questionamentos infundados e que não somam em nada na luta contra este vírus mortal.
Enquanto permanecem me criticando e tentando encontrar razões infundadas para denegrir meu trabalho enquanto gestora, continuo firme com minha equipe de guerreiras e guerreiros da saúde lutando pelas vidas de todos, inclusive, destes mesmos que tentam deslegitimar minha competência.