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PR-444 e BR-376 terão testes com radar de velocidade média

A PR-444, que passa por Arapongas, Apucarana e Mandaguari, e a BR-376, na região de Mauá da Serra, estão entre os trechos que receberão testes do novo sistema de radar de velocidade média autorizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A tecnologia começará a ser testada a partir de setembro em oito estados. Diferentemente dos radares convencionais, que medem a velocidade em um ponto específico, o sistema calcula a velocidade média desenvolvida pelo veículo ao longo de determinado trecho. Com isso, a prática de frear apenas ao passar pelo equipamento deixa de ser eficaz.

O Paraná terá a maior quantidade de trechos incluídos no projeto-piloto, que será utilizado pela ANTT para avaliar a tecnologia antes de uma eventual adoção definitiva em rodovias federais concedida

Trechos que receberão os testes

EPR Paraná

  • PR-444: do km 17 ao km 24, em Arapongas — extensão de 7 quilômetros;
  • PR-862: do km 2 ao km 10 — extensão de 8 quilômetros.

Motiva Paraná

  • BR-376: do km 304 ao km 309, na Serra do Cadeado, em Mauá da Serra — extensão de 5 quilômetros;
  • BR-376: do km 441 ao km 446, em Tibagi, próximo a Caetano Mendes — extensão informada de 4 quilômetros;
  • BR-376: do km 430 ao km 435, entre Imbaú e Ponta Grossa — extensão de 5 quilômetros.

EPR Iguaçu

  • BR-163: do km 139+900 ao km 151+460, no sentido decrescente — extensão de 11,56 quilômetros;
  • BR-277: do km 350+895 ao km 354+240, no sentido crescente — extensão de 3,34 quilômetros;
  • BR-277: do km 457+290 ao km 476+895, no sentido crescente — extensão de 19,6 quilômetros;
  • BR-277: do km 609+500 ao km 612+900, no sentido crescente — extensão de 3,4 quilômetros;
  • BR-277: do km 609+500 ao km 613+050, no sentido decrescente — extensão de 3,55 quilômetros;
  • BR-277: do km 685+435 ao km 689+050, no sentido crescente — extensão de 3,61 quilômetros.

EPR Litoral Pioneiro

  • BR-277: do km 33 ao km 41, no sentido decrescente — extensão de 8 quilômetros;
  • PR-151: do km 306 ao km 315, no sentido crescente — extensão de 9 quilômetros.

Além do Paraná, os testes também serão realizados em rodovias do Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

PrevisãoTempo Paraná

Como funciona o radar de velocidade média

O sistema utiliza dois ou mais pontos de monitoramento. O equipamento registra o horário em que o veículo passa pelo primeiro ponto e identifica o momento em que chega ao segundo.

Com a distância conhecida entre os locais e o tempo gasto no percurso, é calculada a velocidade média desenvolvida pelo motorista. Se o trajeto for concluído em tempo inferior ao necessário para respeitar o limite regulamentado, o sistema identificará que a velocidade média ficou acima do permitido.

Por exemplo, em um trecho de 11 quilômetros com limite de 80 km/h, o motorista precisa de, no mínimo, oito minutos para percorrer a distância sem exceder a velocidade média estabelecida.

Testes não resultarão em multas

Durante a fase experimental, inicialmente prevista para durar 180 dias, com possibilidade de prorrogação, não serão aplicadas multas nem registradas infrações com base na velocidade média.

Segundo a ANTT, o projeto-piloto terá caráter técnico, educativo e experimental. Os trechos escolhidos serão sinalizados para informar os motoristas sobre a realização dos testes, e as concessionárias deverão encaminhar mensalmente os resultados à Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod).

A tecnologia já foi testada anteriormente no Brasil. Na BR-050, em Uberaba (MG), a EcoRodovias monitorou um trecho de 11 quilômetros em caráter educativo. Conforme a concessionária, o número de flagrantes de excesso de velocidade caiu 22,5% na comparação entre 15 dias antes e 15 dias depois de uma blitz educativa realizada em parceria com a Polícia Rodoviária Federal.

Em São Paulo, radares experimentais emitiram 852 mil notificações educativas durante seis meses, também sem aplicação de multas.

Uma eventual utilização do sistema para fiscalização com aplicação de penalidades dependerá de avaliações técnicas, regulatórias e jurídicas, além das autorizações necessárias.

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